Dependência de internet

computador2 Pesquisa sugere que sintomas psiquiátricos em adolescentes podem estar associados ao uso impulsivo do computador conectado à internet.

O termo “dependência de internet” tem sido utilizado para descrever a situação em que se encontram aqueles indivíduos que fazem uso abusivo da rede de computadores, embora haja controvérsias sobre a adequação do termo “dependência”, pois não poderia ser comparada ao uso abusivo de substâncias químicas.

O uso “patológico” do computador é algo difícil de ser definido, mas alguns autores consideram esta possibilidade quando o tempo on-line é suficientemente excessivo para ocasionar prejuízos pessoais, incluindo relações interpessoais, nos estudos e no trabalho.

A pesquisa, publicada na edição de outubro de 2009 da revista “Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine”, afirma que mais de 18% dos adolescentes norte-americanos são dependentes da internet. Segundo os autores, os principais sintomas da dependência são idéias obsessivas, impulsividade, uso do computador acima do pretendido, retrocesso e deterioração dos mecanismos de controle do tempo, esforços excessivos dedicados à internet e falhas progressivas na habilidade de tomar decisões.

A pesquisa teve como objetivo verificar a validade de estudos que têm associado a dependência de internet com depressão, o transtorno de déficit de atenção / hiperatividade (TDAH), fobia social e hostilidade.

Através de questionários aplicados em 2.162 adolescentes de Taiwan durante o período de dois anos foi avaliada a possibilidade de dependência de internet. No final da pesquisa, 233 adolescentes (11%) foram identificados como dependentes.

Os autores concluem que os sintomas de depressão, TDAH, fobia social e hostilidade são bastante sugestivos do desenvolvimento de dependência, sendo mais comum em meninas o TDAH e em meninos a hostilidade.

Esta pesquisa é interessante por chamar a atenção para um problema que profissionais e pais ainda não estão muito familiarizados. O desenvolvimento de alguns mecanismos para detectar e prevenir a dependência de internet em crianças e adolescentes é importante, pois algumas evidências apontam para um aumento do número de casos.

Negociar com os filhos o estabelecimento certos limites para o uso do computador e observar precocemente a manifestação dos sintomas citados pode ajudar a prevenir problemas psiquiátricos futuros.

Conheça algumas características do uso excessivo da internet neste texto.

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Alguns sinais de uso abusivo da internet

Computador Definir quando uma criança ou adolescente está exagerando na permanência em frente ao computador a ponto deste exagero ser prejudicial a sua saúde física e mental (ou caracterizando uma situação de “dependência de internet”), pode ser difícil.

Confira uma relação (incompleta) de sinais de alarme que sugerem ser necessária uma conversa sobre o assunto e discutir sobre outras opções de uso do tempo:

> O único assunto é a internet.
> O tempo em frente ao computar é cada vez maior.
> Propõe-se a diminuir, concorda com a necessidade de reduzir o tempo, mas não consegue.
> Redução progressiva de outras atividades sociais ou esportivas.
> Diminuição do rendimento escolar.
> Mentiras ou negação do uso da internet.
> Surgimento de sintomas como dor de cabeça, dor ou irritação nos olhos.
> Ansiedade, tristeza e agitação enquanto não consegue utilizar o computador.

É importante ressaltar que o diagnóstico de “dependência de internet” não é algo que possa ser feito de forma fácil, pois muitos usam o computador por tempo prolongado sem que isso represente um problema, pois suas atividades são produtivas e não manifestam comportamentos que sugiram “abstinência” quando não estão conectados.

Portanto, proibir o uso do computador, como fazem alguns pais, pode ser uma atitude precipitada.

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Fases difíceis no desenvolvimento infantil

preescolar (17) Se você olha para seu filho e pensa: “quando bebezinho, ele era tão fofinho que eu tinha vontade de comê-lo. Hoje, eu me pergunto, porque eu não comi?”, é hora de entender porque certas etapas do desenvolvimento infantil são mais difíceis.

Se o filho está apresentando comportamentos que desafiam a paciência dos pais, pela freqüência e insistência com que ocorrem, não é de admirar-se que muitas vezes estes quase percam o controle e fiquem ansiosos para que esta fase seja substituída por períodos mais tranqüilos.

Nestas fases, na maior parte das vezes, as sugestões não são aceitas. Se os pais querem ir embora, a criança quer ficar. Se eles dizem que está frio, ela insiste em não se agasalhar. Além disso, a criança se considera o centro do universo: não há nada mais importante e urgente do que as suas necessidades, idéias e pensamentos. Contrariá-la significa a certeza de chuvas e trovoadas.

Nestes momentos os pais estão sendo colocados à prova para estabelecer de forma justa e equilibrada a permissão para a conquista de uma necessária independência, sem descuidar-se de impor alguns limites imprescindíveis. Mas conciliar esta relação e fazer com que ela seja aceita pelo filho é uma tarefa que em certos momentos é difícil e que exige muita paciência e negociação.

Estas fases se manifestam de forma mais intensa em certos momentos porque estes são períodos de desequilíbrio no processo de desenvolvimento, durante os quais muitas características estão alterando-se rapidamente e a assimilação destas mudanças são difíceis. Elas são típicas da criança em por volta dos dois anos de idade e no início da adolescência.

Descobrir-se com novas habilidades, saber exatamente o que fazer com elas e até onde pode ir com segurança, são desafios a serem enfrentados pela criança e pelo adolescente. Os padrões antigos de comportamento já não funcionam mais, entretanto, os novos ainda não foram definitivamente consolidados.

Tanto a criança de dois anos como o jovem adolescente estão na busca de mais independência, procurando caminhos para estabelecer suas próprias identidades. Quando os pais se conscientizam da necessidade do filho conquistar sua vida própria, e que para isto alguns períodos difíceis de transição são necessários, terão mais tranqüilidade para enfrentarem os desafios. E todos, pais e filhos, estarão prontos para vivenciar novas e mais tranqüilas etapas.

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Gráficos ou curvas de crescimento

gráfico meninos peso 2 anos Para alguns pais pode parecer complicado entender como funcionam e para que servem os gráficos de peso e altura nos cartões de saúde de seus filhos. Aqui estão alguns esclarecimentos para ajudar a compreendê-los melhor.

grafico1 A avaliação do estado nutricional e do crescimento em altura é feita por comparação a curvas ou gráficos de referência, nos quais na linha horizontal encontra-se a idade da criança e na vertical o seu peso ou altura (figura 1). O ponto de interseção entre linhas traçadas a partir da idade e do peso, por exemplo, vai definir em que posição na curva encontra-se o peso numa determinada idade (na figura 2, uma menina de 18 meses de idade com 12 quilos de peso).

Quando são registradas várias medidas de peso e altura, em diferentes  idades, tem-se um gráfico de crescimento para uma determinada criança (figura 3). Estes múltiplos registros são mais importantes do que uma medida isolada, pois reflete a evolução de criança num determinado período e evidenciam se o seu crescimento é estável e satisfatório (figura 3) ou apresenta possíveis problemas como estagnação ou desaceleração (figura 4).

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Qual é o significado das linhas?

Para simplificar, vamos considerar apenas três linhas, a inferior, a do meio e a superior (com os números 1, 3 e 5, respectivamente, no gráfico acima) e utilizar o gráfico de peso. Elas são denominadas percentis e foram obtidas através de pesquisas e dados estatísticos. A linha do meio significa que 50% das crianças numa determinada idade tem o peso abaixo e 50% acima desta linha. A linha de baixo significa que 3% das crianças estão abaixo dela e 97% acima e o inverso ocorre na linha superior (3% acima e 97% abaixo).

Para um melhor entendimento vamos realizar uma outra classificação: a formação de filas.

Colocando-se um grupo de crianças com a mesma idade em fila de acordo com o peso, a menos pesada ficaria num extremo da fila e a mais pesada no outro extremo (estando todas com o peso normal para a idade e nenhuma com baixo peso ou obesidade).

Pois a criança menos pesada, que está numa das extremidades da fila, está na linha de baixo do gráfico (número 1) e a da outra extremidade (a mais pesada), está na linha superior (número 5). Aquela que está no meio da fila corresponde a linha do meio do gráfico (número 3).

Com isto é possível perceber a grande variação normal de peso e altura para crianças da mesma idade. O fato de estar na parte inferior do gráfico (ou ser menos pesada ou mais baixa que a maioria) geralmente não significa nenhum problema de crescimento, mas apenas uma característica individual. Muitas crianças consideradas com baixa estatura ou baixo peso na verdade são variantes extremos da normalidade.

O que pode evidenciar eventuais problemas é a velocidade de crescimento (ou o quanto uma criança ou adolescente aumentou de peso ou altura num determinado período de tempo).

Considerações gerais sobre o crescimento estão no texto Peso e altura de crianças. Os gráficos de crescimento mais recentes, disponibilizados pela OMS, podem ser acessados aqui.

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Peso e altura de crianças

crescimento (2) O crescimento é um dos aspectos do desenvolvimento de crianças e adolescentes e seus parâmetros mais importantes são o peso e a altura, sobre os quais destaco algumas considerações relevantes que são dúvidas frequentes dos pais.

Na avaliação do crescimento de uma criança verifica-se principalmente o peso e a altura através de medidas seqüenciais tomadas em diferentes idades e registradas em gráficos adequados ao sexo e à idade. São estes registros que possibilitam a avaliação do crescimento de uma criança e se o mesmo está dentro dos padrões da normalidade ou há desvios que precisam ser investigados.

A herança genética (transmitida pelos pais) tem papel fundamental na definição das características individuais de crescimento. Entretanto, fatores ambientais também podem ter influência importante, alterando o ritmo de crescimento geneticamente programado (nutrição, ocorrência de doenças, cuidados gerais e de higiene, condições de habitação e saneamento, ambiente familiar e social, acesso aos serviços de saúde, entre outros).

Três aspectos importantes em relação ao crescimento precisam ser destacados:

O primeiro refere-se ao ritmo de crescimento, o qual não é constante, pois há períodos em que os aumentos de peso e altura são bastante acelerados e outros em que são bem mais lentos. As três fases em que o crescimento tem um ritmo mais veloz são durante o primeiro ano de vida e na puberdade.

O segundo diz respeito a grande variação nos valores normais de peso e altura nas diferentes idades. Isto significa, por exemplo, que uma menina de dois anos de idade estará com um peso adequado para a sua idade pesando entre 10 e 15 quilos, de acordo com uma das tabelas de peso adotadas no Brasil.

O terceiro aspecto a ressaltar é a importância do acompanhamento do crescimento da criança através de medidas e pesagens periódicas, mensais no primeiro ano de vida, pois é mais importante como a criança está crescendo (ou seu ritmo de crescimento) do que o seu peso ou altura num determinado momento.

Estas questões serão melhor analisadas no texto sobre os gráficos ou curvas de crescimento.

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