Prêmios e castigos em crianças

preescolar (20) No processo de educar os filhos qual é a importância dos prêmios e dos castigos?

Não há dúvidas sobre a necessidade de limites no processo de educação de uma criança. O pediatra americano Brazelton diz que eles só perdem em importância para o amor e que cada ato de disciplina é também uma oportunidade de ensinar alguma coisa.

Todos os pais desejam que seus filhos sejam crianças bem comportadas. Mas este desejo freqüentemente entra em conflito com várias dúvidas, entre elas a necessidade de castigos quando a criança comete infrações e o uso de prêmios por comportamentos adequados.

Enquanto educam seus filhos, estejam eles ensaiando os primeiros passos ou as primeiras saídas noturnas, a aplicação de castigos tem sido bem mais habituais do que os prêmios. Restringir ou proibir atividades são os mais freqüentes, incluindo o permanecer sentado em uma cadeira ou no quarto, ficar sem assistir televisão ou não sair no final de semana.

Todos nós somos castigados quando não cumprimos com o que a sociedade espera de nós, seja através da reprovação na escola, da multa por infração no trânsito, da não promoção ou até mesmo da perda do emprego. A opção pelos castigos, portanto, deve ser assumida como uma atitude que se torna necessária quando outras alternativas educacionais são ineficazes.

A disciplina visa atingir um objetivo: a aquisição da autodisciplina. Com crianças isto demandará tempo, paciência e repetição de atitudes. E quanto menor ela for, mais importância assumem alguns aspectos, como a reação imediata a algo errado (não vale adiar o castigo para depois que o pai chegar).

Outro fator importante é ter certeza de que a infração está bem clara para a criança (ela deve saber exatamente que fez algo errado e que não foi involuntário ou acidental). E ainda, talvez um dos pontos mais difíceis, evitar a associação de cansaço, raiva e impaciência dos pais com a disciplina. A restrição física só se justifica em crianças pequenas que apresentem atitudes que possam causar danos a si próprias, a outras pessoas ou a bens familiares.

Em relação aos prêmios, eles são importantes como ajuda no processo de educação, mas não estamos nos referindo a recompensas materiais. Para uma criança não haverá reforço mais positivo do que receber das pessoas que lhe são importantes um sorriso de aprovação ou um gesto carinhoso de estímulo por suas conquistas e acertos. Assim, ela irá assimilar sem maiores dificuldades os indispensáveis limites e os padrões adequados de comportamento que dela se esperam.

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Um ano de Aprendendo a Vida

aniversário No dia 01 de dezembro de 2008 inseri os primeiros dois textos do Aprendendo a Vida: Início de conversa e Brinquedos adequados à idade. Um ano depois e mais de 190 posts publicados, releio o que escrevi para a estréia do blog e encontro estímulo para continuar:

Só por escrever já me sinto gratificado, mas se puder ser útil para alguns pais ou profissionais de diversas áreas que convivem com crianças e adolescentes, melhor ainda.

O principal objetivo é contribuir para um melhor entendimento e interação com estes indivíduos em constante evolução.

Continuo acreditando no que afirmei há um ano: escrever é ótimo para mim, pois me proporciona a oportunidade de ler, pesquisar e pensar. E se o resultado deste meu exercício for útil para outros, melhor ainda.

Isto também me fez repensar a preocupação com os números do blog (número de visitas, de visualizações de páginas ou de comentários). Neste ano foram mais de 48 mil visitas e quase 122 mil visualizações de páginas, mas o que percebo hoje é que antes de almejar atingir estatísticas expressivas, a maior preocupação deve ser manter a qualidade dos textos e contribuir com outras pessoas, independentemente de quantas elas são realmente.

Obrigado a todos que colaboraram com o Aprendendo a Vida através de comentários, elogios e sugestões neste primeiro ano de vida. E um agradecimento muito especial ao Adelson Smania, do Gerenciando Blog, por sua disponibilidade em ajudar e esclarecer dúvidas.

Um grande abraço a todos.

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Problemas de comportamento em crianças

preescolar32 Entender os maus comportamentos em crianças como sintomas, cujas causas precisam ser identificadas, é fator essencial para proporcionar ajuda e buscar soluções.

Todas as doenças em crianças se manifestam através de sintomas, como febre, dor, vômitos, falta de apetite, lesões de pele, entre muitos outros. É através destas manifestações que os pais percebem que algo não está bem e que é necessário buscar ajuda para identificar e tratar o problema que está causando os sintomas.

Em outras palavras: ficar tratando apenas a febre não resolve enquanto a causa desta febre não é esclarecida e adequadamente tratada.

Nestas oportunidades, quando a criança está com sintomas decorrentes de uma doença, os pais ficam preocupados, a protegem, fazem o possível para amenizar qualquer sofrimento e procuram a solução com brevidade. Geralmente os pais não culpam a criança pela doença que ela adquiriu.

Quando uma criança apresenta problemas de comportamento, algumas semelhanças e diferenças com as doenças comuns da infância podem ser analisadas.

A semelhança é que distúrbios de comportamento, como agressividade, problemas com alimentação e sono, desobediência, hiperatividade, entre outros, são, geralmente, sintomas. Ou seja, são manifestações que aparecem, que são observadas pelos pais, mas cujas causas precisam ser esclarecidas.

As diferenças, decorrentes do fato da não percepção de problemas de comportamento como sintomas, estão nas atitudes dos pais.

Aqui a criança é considerada culpada pelas atitudes inadequadas, é criticada, penalizada e receptora de sentimentos de raiva e desilusão por parte dos pais. Quanto pior o comportamento da criança mais ela é censurada, punida ou rejeitada, consolidando a impressão de que ela é realmente má.

Quando entendemos que aquelas atitudes inadequadas são, na verdade, pedidos de ajuda, uma grande “virada” pode ser proporcionada no relacionamento entre pais e filhos, pois, como naquelas situações em que a criança está com algum problema de saúde, ela vai ser protegida e auxiliada a procurar a solução dos problemas.

Na verdade, quanto pior é o comportamento da criança, maior é seu desejo de aprovação e necessidade de ajuda. Quanto mais desagradável, mais ela precisa de amor e aceitação.

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Propaganda de alimentos não saudáveis

cereais1 Crianças são induzidas através de comerciais a consumirem os cereais mais adocicados.

Pesquisadores do Rudd Center para Política Alimentar e Obesidade da Universidade Yale (EUA) confirmaram que os cereais menos saudáveis são os mais divulgados através de comerciais para as crianças na televisão e internet.

Crianças entre dois e cinco anos assistem uma média de 507 anúncios de cereais por ano. Além disso, os fabricantes de cereais interagem com as crianças através de jogos de vídeo online à base de cereais açucarados.

Atualmente as indústrias de cereais estão tentando tornar seus produtos mais saudáveis através da redução de calorias, gordura e açúcar e pela adição de fibras e vitaminas. Recentemente elas introduziram as “etiquetas inteligentes", com o objetivo de identificar os produtos mais saudáveis. Entretanto, mesmo cereais com 12 gramas de açúcar por porção são incluídas nesta categoria.

Com um número crescente de crianças classificadas nas categorias de sobrepeso e obesidade, a sociedade americana tem se preocupado com a comercialização, rotulagem e propaganda de alimentos para crianças. Já no Reino Unido, os alimentos considerados como “junk food” não podem ser anunciados na televisão para crianças.

Aqui no Brasil, está em vigor desde janeiro de 2006 a Lei 11.265 que regulamenta a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância e também de produtos de puericultura correlatos.

Neste ano a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), em parceria com a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), divulgou que a partir de janeiro de 2010 vai sugerir aos seus associados a não inserção de anúncios de alimentos e bebidas em programas cuja audiência for essencialmente de crianças. Trata-se, na verdade, de um acordo entre as empresas e não há obrigatoriedade nem punição àquelas que não aderirem ao acordo, embora grandes empresas como Coca-Cola, Unilever, Nestlé e Sadia tenham se comprometido a participar. (Leia mais sobre este acordo)

Pelo menos há o reconhecimento de que os comerciais influenciam os hábitos infantis, como já abordado em “Crianças e propaganda”.

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A criança perfeccionista

escolares Às vezes a busca da perfeição pode ser um problema para alguns alunos. A escola é o local para aprender e cometer erros faz parte do processo de aprendizagem, mas algumas crianças não suportam a situação de não serem perfeitos em suas atividades escolares.

Tentar fazer o que deve ser feito do melhor modo possível é o objetivo natural de pessoas bem estruturadas. Mesmo que muitos estejam convencidos de que a perfeição é algo inatingível, é na sua busca que conseguimos nossos melhores resultados.

Mas existe uma situação onde isto pode ser prejudicial. É quando uma criança em idade escolar decide que não deve fazer o que lhe é solicitado da melhor maneira possível e sim o trabalho perfeito. Ela não se satisfaz enquanto sua atividade não resulta em algo sem nenhum erro ou engano.

Estas crianças se frustram quando não são reconhecidas como estudantes perfeitos e suas notas não são as melhores da turma. Para elas, a maior motivação não é aprender e sim o medo de cometer erros. Não vibram com o sucesso obtido, pois a perfeição nada mais é do que obrigação.

Muitas vezes demoram em concluir suas atividades, pois “nunca está bom o suficiente”.

Fazem inúmeros recomeços, pois é necessário atingir a perfeição antes de concluir. Relutam em dar respostas quando não têm certeza se estão corretos ou não, pois um erro pode ser catastrófico para a sua integridade emocional.

Algumas destas crianças poderão ter um desempenho escolar insatisfatório em relação a sua potencialidade, pois estão mais preocupadas em não cometer erros do que em realmente aprender.

O estudante perfeccionista precisa de ajuda para assimilar novos comportamentos em relação ao seu processo de aprendizagem. Ele precisa saber que a escola é o local para aprender novos conhecimentos e não simplesmente para demonstrá-los. Que erros são normais, esperados e freqüentes no processo de aprendizagem e que todos cometem enganos, incluindo os professores. Não há motivos para uma criança sentir-se desvalorizada, punida ou diminuída porque cometeu um engano.

Quando ele entender que o mais importante é fazer uma avaliação sobre os seus próprios progressos, o quanto vem melhorando e conquistando novas habilidades e conhecimentos, não estará mais tão preocupado em ser o melhor da turma.

Diminuindo sua carga de ansiedade, poderá entender que está vivenciando um período onde errar pode ser útil para evitar enganos no futuro.

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